O controle de nematoides no cultivo protegido de tomates é um dos maiores desafios enfrentados por produtores em todo o Brasil.
Esses microrganismos estão entre os principais responsáveis por perdas de produtividade, redução da qualidade dos frutos e inviabilização econômica de áreas cultivadas por vários ciclos consecutivos.
Os nematoides são organismos microscópicos, fitoparasitas obrigatórios, que vivem no solo e atacam principalmente o sistema radicular das plantas.
No tomateiro, sua presença compromete a absorção de água e nutrientes, enfraquece as plantas e abre caminho para o surgimento de outras doenças.
Os nematoides são vermes microscópicos que se alimentam de tecidos vegetais vivos. No tomate, eles atacam diretamente as raízes, formando estruturas conhecidas como galhas, que prejudicam o desenvolvimento da planta.
Diversos fatores influenciam a dinâmica populacional desses organismos, como:
Por isso, o controle de nematoides exige uma abordagem integrada, que envolva prevenção, manejo e escolha adequada do sistema de cultivo.
Entre as várias espécies que podem causar danos ao tomateiro, o gênero Meloidogyne spp. é o mais agressivo e economicamente relevante.
Conhecidos como nematoides-das-galhas, justamente pela característica formação de nódulos nas raízes das plantas atacadas.
A infestação começa quando os juvenis de segundo estágio, que são móveis no solo, penetram as raízes do tomateiro.
Após a entrada, eles se deslocam até regiões próximas aos vasos condutores da planta.
Nesse local, os nematoides se tornam sedentários e iniciam seu desenvolvimento, passando por sucessivas mudas (ecdises) até atingirem a fase adulta.
Durante esse processo, ocorre a liberação de toxinas e a multiplicação das células parasitadas, o que resulta no engrossamento das raízes e na formação das galhas.
Os danos causados vão muito além das raízes. O comprometimento do sistema radicular reflete diretamente na parte aérea da planta.
Os principais sintomas observados são:
Em casos de alta infestação, ocorre morte precoce das plantas ou produção de frutos deformados e sem valor comercial.
Além disso, as galhas funcionam como porta de entrada para outros patógenos, como fungos do gênero Fusarium, agravando ainda mais o problema.
Atualmente, não existem métodos capazes de erradicar completamente. Por isso, o foco do manejo deve ser sempre preventivo e baseado em estratégias de convivência com a praga.
O controle de nematoides eficaz começa antes mesmo do plantio, com a escolha correta das mudas e do sistema de produção.
Evitar a contaminação da área é sempre o caminho mais seguro. Para isso, recomenda-se:
Hoje, o mercado já oferece mudas enxertadas com resistência a várias espécies de nematoides, inclusive Meloidogyne spp., o que representa um grande avanço no controle de nematoides no tomate.
Quando a área já está contaminada e o produtor opta por continuar utilizando o solo, é necessário adotar estratégias de manejo para reduzir a população de nematoides e minimizar os danos.
A incorporação de matéria orgânica ao solo é uma das práticas mais recomendadas no controle de nematoides.
Materiais como:
Durante a decomposição, esses materiais liberam substâncias tóxicas aos nematoides e estimulam o crescimento de microrganismos antagonistas naturais.
O alqueive consiste em deixar o solo limpo, revolvido e exposto ao sol por um período médio de 45 dias, sem irrigação.
Essa prática eleva a temperatura do solo e reduz a sobrevivência dos nematoides, contribuindo para o controle de nematoides de forma natural.
A rotação de culturas com plantas não hospedeiras ajuda a suprimir a população de nematoides por falta de alimento.
No entanto, essa técnica nem sempre é viável economicamente, pois pode interferir no planejamento da produção e na rentabilidade da propriedade.
Diante das limitações do controle no solo, muitos produtores têm optado por mudar o sistema de produção. O cultivo sem solo se mostra a alternativa mais eficiente.
A hidroponia, embora menos difundida para o tomate, elimina completamente o contato com o solo contaminado.
Já a semi-hidroponia, amplamente utilizada, emprega substratos inertes e estéreis para a fixação das plantas, reduzindo drasticamente a incidência de nematoides.
Esses sistemas permitem:
O controle de nematoides no cultivo protegido de tomates exige planejamento, conhecimento técnico e decisões estratégicas.
Embora a erradicação não seja possível, é totalmente viável conviver com o problema e manter altos níveis de produtividade.
A combinação de prevenção, manejo adequado do solo e, principalmente, a adoção de sistemas sem solo, torna o cultivo do tomate sustentável e rentável a longo prazo.
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