As estufas para mudas de cana-de-açúcar têm se tornado uma solução cada vez mais estratégica para produtores que buscam maior produtividade, padronização do plantio e redução de custos no canavial. A qualidade das mudas é um dos fatores mais determinantes para o sucesso da lavoura, pois influencia diretamente o desenvolvimento das plantas, o estande inicial e o rendimento final da safra.
Por isso, investir em mudas de qualidade e em tecnologias modernas de produção deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para quem deseja competitividade no setor sucroenergético.
A preocupação com as mudas de cana-de-açúcar é fundamental, já que elas representam até 25% dos custos do plantio mecanizado. Quando as mudas apresentam falhas sanitárias ou baixo vigor, os prejuízos aparecem rapidamente na forma de falhas no estande, plantas desuniformes e maior incidência de doenças.
Além disso, o sistema tradicional de plantio utiliza grandes volumes de colmos, o que eleva os custos logísticos e reduz a eficiência do processo produtivo.
Diante desse cenário, novas técnicas vêm sendo adotadas para melhorar a qualidade das mudas e otimizar os recursos do produtor.
Nos últimos anos, uma técnica inovadora tem ganhado destaque no Brasil: o sistema de mudas pré-brotadas (MPB). Desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), esse método utiliza estufas para mudas de cana-de-açúcar como parte essencial do processo produtivo.
O sistema MPB surgiu como resposta à necessidade de produzir mudas mais sadias, vigorosas e uniformes, reduzindo a disseminação de doenças comuns no plantio convencional.
Embora a adoção ainda aconteça de forma gradual, os resultados positivos têm impulsionado o crescimento desse modelo em diversas regiões produtoras do país.
No sistema tradicional, os colmos são utilizados diretamente como sementes no campo. Já no método MPB, o processo é mais técnico e controlado.
Primeiramente, os colmos são cortados em pequenas seções chamadas de minirrebolos, cada uma contendo uma gema. Esses minirrebolos passam por uma criteriosa seleção visual para eliminar materiais danificados ou contaminados.
Em seguida, eles são tratados com fungicidas, reduzindo significativamente a presença de patógenos responsáveis por doenças como raquitismo, ferrugem e escaldadura das folhas. Também é aplicado um produto estimulador de enraizamento, que favorece o desenvolvimento inicial da muda.
Esse conjunto de cuidados garante um alto padrão fitossanitário, uma das principais vantagens do sistema MPB.
Após o tratamento, os minirrebolos são colocados em substrato e acondicionados em caixas de brotação. Nesse momento, as estufas para mudas de cana-de-açúcar tornam-se indispensáveis.
Essa fase exige controle rigoroso de temperatura, umidade e luminosidade, condições que dificilmente seriam mantidas em ambiente aberto. As estufas proporcionam o microclima ideal para a brotação uniforme das gemas, aumentando a taxa de sucesso do processo.
Vale destacar que não é qualquer estrutura que atende a essa necessidade. As estufas precisam ter projeto adequado para produção de mudas, com boa ventilação, resistência estrutural e eficiência no controle climático.
Para atender a essa demanda, a Zanatta desenvolveu modelos específicos de estufas voltadas à produção de mudas, incluindo:
ZannaLeve
ZannaTrel
ZannaShadow
Cada modelo foi projetado para otimizar a produção, garantir biossegurança e facilitar o manejo das mudas ao longo do processo. Essas estufas oferecem condições ideais tanto para a fase de brotação quanto para o desenvolvimento radicular.
As caixas de brotação permanecem na estufa por aproximadamente 12 dias, período suficiente para a emergência das brotações.
Após essa etapa, cada gema brotada é individualizada e transferida para um tubete. Em seguida, as mudas retornam à estufa, onde permanecem por mais 15 dias, tempo necessário para o pleno desenvolvimento das raízes.
Além do controle climático, as estufas também contribuem para uma maior biossegurança, reduzindo riscos de contaminações externas e garantindo maior uniformidade entre as mudas.
Após o período em ambiente protegido, inicia-se a fase de aclimatação das mudas em ambiente externo. Esse processo é fundamental para que as plantas adquiram vigor e resistência antes do plantio definitivo no campo.
A aclimatação dura cerca de 25 dias, ao final dos quais as mudas já estão prontas para o plantio e para iniciar o ciclo produtivo da safra.
Entre os principais benefícios do uso de estufas para mudas de cana-de-açúcar no sistema MPB, destacam-se:
Redução de até 80% no volume de colmos utilizados
Maior uniformidade no plantio
Elevado padrão fitossanitário das mudas
Menor incidência de doenças
Melhor aproveitamento da área produtiva
Enquanto no sistema tradicional são necessárias de 18 a 20 toneladas de colmos para plantar um hectare, no método MPB esse volume cai para cerca de duas toneladas.
Além da economia direta, o produtor pode gerar renda extra comercializando os colmos excedentes que não são utilizados no processo.
Outro ponto positivo é que o sistema MPB pode ser adotado tanto por pequenos quanto por grandes produtores. O método é relativamente simples, altamente eficiente e pode ser escalado conforme a necessidade da propriedade.
Com o avanço da tecnologia e o uso de estufas adequadas, a produção de mudas de cana-de-açúcar tornou-se mais segura, econômica e sustentável.
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Por. CampoeNegocio
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