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luz no cultivo protegido
Cultivos, Estufas, Zanatta

Cultivo protegido: 5 maiores importâncias da luz no cultivo protegido

Importância da luz no cultivo protegido Importância da luz no cultivo protegido O cultivo protegido é definido como a produção de plantas feita em ambientes onde há o controle, total ou parcial, de pelo menos um fator climático. Assim, a manipulação da luminosidade é considerada uma técnica de cultivo protegido. Para melhor exemplificar como podemos alterar a luz em benefício das plantas, iremos fracioná-la em três fatores: intensidade de luz (quantidade); qualidade da luz (comprimentos de onda) e duração do período de luz (fotoperíodo). O conceito cultivo protegido A luz solar é como uma chuva de fótons de diferentes frequências e comprimentos de onda. Do total de energia solar que incide sobre as plantas, apenas uma pequena fração (cerca de 5%) é convertida em carboidratos. O motivo dessa porcentagem tão baixa é que grande parte da luz tem um comprimento de onda demasiadamente curto ou longo para ser absorvido pelos pigmentos fotossintéticos. O espectro de luz que as plantas utilizam na fotossíntese é denominado de radiação fotossinteticamente ativa e compreende os comprimentos de onda entre 400 a 700 nanômetros. A intensidade de luz está relacionada à quantidade de luz ou fótons que incide sobre o ambiente de cultivo. Considerando a faixa de luz utilizada no processo fotossintético, a quantidade de luz (ou densidade de fluxo fotônico fotossintético) que incide sobre o dossel de um cultivo em um dia ensolarado é de cerca de 2.000 μmol m-2 s-1. Contudo, as plantas não aproveitam toda essa quantidade. O ponto a partir do qual as plantas param de responder ao aumento da quantidade de luz é chamado de ponto de saturação luminosa (PSL) e varia de espécie para espécie e até mesmo em função das condições de crescimento de cada folha numa mesma planta. O tomateiro, por exemplo, é uma espécie exigente em luz e seu ponto de saturação luminoso é superior ao da alface. De maneira geral, as folhas dos vegetais saturam de luz entre 500 a 1.000 μmol m-2 s-1. Folhas de culturas bem adubadas podem apresentar ponto de saturação luminosa acima de 1.000 μmol m-2 s-1. Cabe ressaltar aqui que a incidência de luz sobre as folhas de uma planta pode variar em função da sua posição. Assim, as folhas do topo do dossel de um tomateiro podem atingir o ponto de saturação luminosa, enquanto que as folhas baixeiras não. A luz e sua qualidade no cultivo protegido A qualidade da luz está relacionada com a proporção de comprimentos de onda que compõe a luz que incide sobre as plantas. A luz natural possui uma proporção específica de comprimentos de ondas que pode ser alterada naturalmente, pela copa de uma árvore, por exemplo, ou artificialmente, por meio de filmes plásticos, telas de sombreamento coloridas e iluminação artificial. A qualidade da luz exerce grande influência sobre o crescimento e desenvolvimento das plantas, podendo ser preponderante para que certos processos ocorram, como, por exemplo, a germinação de sementes, o florescimento, o estiolamento das plantas, a abertura estomática, a síntese de pigmentos e a promoção de crescimento. Os comprimentos de onda mais eficientes à fotossíntese, ou seja, os que mais estimulam o crescimento vegetal, são próximos de 430 nm (faixa do azul) e de 660 nm (faixa do vermelho), que são as faixas do espectro da luz que as clorofilas mais absorvem. Já a duração do período luminoso (ou fotoperíodo) é o tempo de exposição contínua à luz. Essa duração naturalmente está relacionada ao local de cultivo. Regiões próximas à linha do equador (latitude 0) possuem fotoperíodo próximo de 12 horas, tanto no inverno quanto no verão. Quanto mais afastado da linha do equador é o local de cultivo, maiores são os comprimentos dos dias no verão e menores no inverno, e isso pode ter várias implicações no cultivo de plantas. A duração do período de exposição à luz está diretamente relacionada ao potencial fotossintético das plantas. Quanto maior o tempo de luz, maior será a produção de fotoassimilados. Além disso, o comprimento do dia pode induzir processos específicos em algumas plantas. Para a cebola, por exemplo, a exposição a determinado número de horas de luz (ou quantidade superior) é fundamental para estimular a bulbificação. Plantas submetidas a fotoperíodos menores que o necessário (inferior ao fotoperíodo crítico) não irão bulbificar de forma adequada. Naturalmente, conseguimos manejar o fotoperíodo pela seleção do local e da época de cultivo. Artificialmente, podemos reduzir o comprimento do dia por meio de cortinas (blecautes) e aumentar com o uso de iluminação artificial. Funções das cores das telas no cultivo protegido Em cultivos protegidos, a forma mais fácil e usual de manipular a luz é com as telas agrícolas (também conhecidas como telas de sombreamento). Atualmente, há no mercado telas agrícolas com diferentes características e aplicações. As telas têm duas principais funções (mas não únicas): reduzir a intensidade de luz que atinge as plantas e reduzir a temperatura do ambiente. Além dessas funções, algumas telas são usadas para aumentar a difusão de luz no interior do dossel, como as telas brancas e aluminizadas; ou para alterar a qualidade da luz. Nesse caso, elas são chamadas de telas fotosseletivas. Cabe aqui ressaltar que estamos considerando como telas todos os materiais fabricados com o objetivo de reduzir a intensidade luminosa do ambiente de cultivo, incluindo as telas propriamente ditas e as malhas agrícolas. A intensidade da luz pode ser reduzida em diferentes níveis. Essa redução está vinculada ao grau de sombreamento que o material possui. Há telas desde 15 até 80% de sombreamento. Para selecionar a tela correta, o produtor deve se atentar à espécie ou espécies que estão sendo cultivadas. Há aquelas que são mais tolerantes ao sombreamento, como a rúcula, e outras que são mais exigentes em luz, como tomate e pimentão, por exemplo. A seleção da tela errada pode prejudicar significativamente a produção comercial da espécie cultivada. O sombreamento excessivo do tomateiro, por exemplo, além de reduzir o potencial fotossintético das plantas irá estimular o alongamento do internódio. Isso irá reduzir o número de cachos formados até o

Manejo integrado
Hortaliças, Zanatta

Manejo integrado controle eficiente de pragas e doenças em hidroponia 7.

Manejo integrado controle eficiente de pragas e doenças em hidropônia. Manejo integrado controle eficiente de pragas e doenças em hidropônia. A população brasileira atualmente busca incessantemente uma alimentação saudável, a partir de produtos isentos de resíduos de defensivos. Esta é uma realidade que exige do produtor hidropônico a busca de informações que gerem conhecimento aplicado em sua produção em função da adoção de defensivos biológicos, que pode ser parcial ou total no cultivo de hortaliças em hidropônia. Assim, este artigo pretende elucidar alguns pontos quanto à adoção deste tipo de manejo integrado, conhecido como MIP e MID, ou seja, manejo integrado de pragas e doenças. O começo do manejo integradoO primeiro ponto relevante é a necessidade, por parte do produtor hidropônico, do conhecimento da ocorrência temporal dos ciclos de pragas e de doenças ao qual seu ambiente (cultivo protegido) está sujeito. Tais informações são mapeadas ao longo de pelo menos três anos de cultivo, fator este que gera experiência ao produtor. Quando falamos do conhecimento das pragas ou das doenças, não podemos também nos esquecer de que a sua ocorrência está intimamente ligada ao microclima da estufa. Assim, a associação de temperaturas amenas e umidade baixa favorece a incidência de oídio. Por outro lado, altas umidades associadas a temperaturas elevadas são condições adequadas para o surgimento de Pectobacterium (ou erwinia). Uma solução com temperaturas acima de 30oC, com biofilme presente (algas) e plantas suscetíveis são condições que predispõem ao ataque de Phytium. Soluções biológicas no manejo integrado Uma das apostas nos dias atuais é o uso do controle biológico em hidropônia. Define-se como controle biológico a busca da manutenção do equilíbrio entre populações que causem danos ao cultivo de plantas comerciais e de populações que as controlam, conhecidas agronomicamente como inimigos naturais. Assim, ao adotarmos o controle biológico em hidroponia como premissa fundamental para a redução de pragas e doenças, devemos ter “em mente” que as pragas e doenças presentes no cultivo hidropônico não serão dizimadas e, sim, que haverá uma manutenção destas populações causadoras de prejuízos econômicos em um nível que não compro- meterá a sustentabilidade do negócio; este conhecido como nível de dano econômico. Este nível é aceitável para o produtor quando ele estiver acima do ponto de equilíbrio para o cultivo comercial de uma cultura, que é, basicamente, quando as receitas pagam as despesas. Questões básicas são levantadas por produtores interessados na adoção deste método de controle de pragas e doenças, tais como: existem produtos biológicos aplicáveis à hidropônia? Sua eficiência é comprovada? Qual é o custo? Qual o período de carência? Qual a dose aplicada? Como deve ser tomada a decisão para a aplicação? Para respondermos tais questionamentos, primeiramente o conhecimento do triângulo epidemiológico é importante, uma vez que toda a eficiência do controle está em função das inter-relações entre os três pontos deste triângulo. Ponta a ponta do manejo integrado Em cada vértice têm-se: o ambiente (microambiente, no caso da hidroponia), a doença ou praga e o hospedeiro, ou produto hidropônico. Assim, temos algumas situações que favorecerão o desequilíbrio nestas inter-relações, como por exemplo, uma planta com as raízes mortas por falta de oxigenação (hospedeiro – hipoxia radicular), que está em função de uma temperatura acima de 31oC da solução nutritiva, associa- da à baixa declividade da bancada e altas temperaturas na estufa (ambiente) e a presença de Pythium na solução (doença), que a partir de todo o contexto (ambiente x hospedeiro) causará danos severos ao sistema de cultivo. Assim, se um vértice não for fator contribuinte para a expressão da doença, a possibilidade de infecção ou infestação torna-se baixa ou nula. Portanto, é de extrema importância ressaltar que, há pelo menos 10 anos, algumas empresas vêm desenvolvendo soluções importantes para que o produtor aplique o controle biológico no campo, com uma eficiência alta ao fazer uso em cultivo protegido. Fique atento A partir da possibilidade desta anulação da doença ou praga, pode-se mensurar a eficiência do controle biológico, que será mais eficiente quanto melhor for o monitoramento destas inter-relações. Assim, não é plausível, por exemplo, considerar que o Trichoderma e o Bacillus subtilis irão atuar de forma eficiente se a solução nutritiva estiver acima de 31oC e repleta de algas e restos de raízes da(s) colheita(s) anterior(es). Fazendo a retórica quanto aos questionamentos supracitados, sim: existem nos mercados excelentes produtos biológicos a serem adotados no manejo fitossanitário para o cultivo hidropônico, com uma eficiência que, via de regra, é mais alta que em sistemas orgânicos, pois temos um ambiente propício ao estabelecimento dos inimigos naturais, que é o cultivo em ambiente de cultivo protegido. Um exemplo é a adoção do controle biológico do ácaro rajado (Tetranychus urticae) para a cultura do morango hidropônico a partir do uso de ácaros predadores (Neoseiulus californicus e Phytoseiulus macropilis), ambos já comercializados no Brasil. Esta adoção apresenta alta eficiência de controle. Viabilidade do manejo integrado Ressalta-se que o controle biológico pode apresentar valores mais elevados que o manejo químico, porém, a tendência é uma baixa dos mesmos a partir de um volume a ser comercializado. Deve-se levar em consideração que tais medidas de controle devem ser avaliadas como investimento e agregação de valor pelo produtor. Uma vez que existe a nulidade de resíduos químicos, a carência é baixa, assim como a dose aplicada, contudo, a decisão quanto à aplicação estará sempre em função do monitoramento adotado. Por outro lado, existe uma discussão extensa e importante a ser adotada ao tratarmos do controle biológico em sistema de cultivo hidropônico, uma vez que fica mais evidente que a exigência do mercado consumidor por alimentos com alto padrão de qualidade e segurança alimentar eleva-se a cada ano. Porém, este mesmo mercado (do qual fazemos parte) não está acostumado com a presença do ácaro predador atacando o ácaro rajado. Assim, a nossa tendência é a não aquisição do produto, comprometendo todo o trabalho do produtor. O amplo conhecimento das relações de predação e da quase impossibilidade de não se ter insetos presentes nas hortaliças hidropônicas com a adoção do controle biológico,

filme ideal para o cultivo protegido
Cultivos, Estufas, Sem categoria, Tomate, Zanatta

Qual filme ideal para o cultivo protegido de tomate?

Qual filme ideal para o cultivo protegido de tomate? Qual filme ideal para o cultivo protegido de tomate? O tomate (Solanum lycopersicum L.) é uma olerícultura originária da América do Sul e bastante apreciada em todo o mundo, sendo utilizada em saladas e em diferentes receitas culinárias. Em relação ao seu cultivo, apresenta uma boa adaptação às diferentes condições climáticas, entretanto, a temperatura em que há uma melhor resposta produtiva por parte da cultura é na faixa de 21 a 28ºC durante o dia e 15 a 20ºC durante a noite, variação que ocorre dependendo da cultivar. Fora dessa faixa de temperatura, o tomate apresenta alguns problemas, como por exemplo, atraso no desenvolvimento vegetativo e frutificação, abortamento dos frutos e das flores, formação de frutos ocos, danos nos tecidos e problemas na coloração dos frutos. Além da temperatura, há outros fatores que influenciam na produção, como umidade relativa do ar e pluviosidade. Filme ideal para o cultivo disponível Com o objetivo de produzir tomate em regiões com características agroclimáticas desfavoráveis ao cultivo, o produtor pode realizar a produção em estufas agrícolas, que é uma forma de cultivo bastante difundida em todo o mundo. E uma das características que torna o ambiente protegido eficiente é a escolha do filme plástico que será utilizado para a cobertura. O tipo de filme plástico a ser escolhido é fator fundamental para o controle da radiação dentro do ambiente, e deve ser escolhido de acordo com a exigência da cultura e as características do clima da região onde será realizado o cultivo. No mercado há vários tipos diferentes de filmes agrícolas, mas para o cultivo do tomate os mais recomendados são os compostos de polietileno de baixa densidade transparente (PEBDt) e filme agrícola difusor. No Brasil, o mais utilizado pelos produtores é o filme composto de polietileno de baixa densidade transparente (PEBDt), com aditivos ultravioletas. A transmissividade da radiação solar nesse filme é de 80%. Além disso, os aditivos permitem que o material resista à ação dos raios ultravioletas, adquirindo maior durabilidade (Holcman, 2009). O filme agrícola difusor também é bastante utilizado no País, composto por materiais que possuem adição de cristais que são distribuídos em todo o filme. Esse filme balanceia a intensidade da luz dentro do ambiente, espalhando-a por toda a área e distribuindo de maneira uniforme os raios solares. É possível encontrar de 100 a 150 micra de espessura, e além do tomate também é indicado para produção de mudas de pimentão, frutas e hidroponia. Benefícios filme ideal para o cultivo O filme agrícola não protege somente contra as chuvas, mas também interfere no clima dentro do ambiente protegido, proporcionando assim um incremento na produtividade e qualidade do produto final, e mantém a produção estável durante o ano inteiro. Além do produtor, também há vantagem para o consumidor, que terá disponibilidade do produto em qualquer período, independente do clima. O uso desse material também reduz a incidência de pragas e doenças, o uso de defensivos agrícolas, e possibilita a prática do cultivo orgânico. Os filmes são compostos de aditivos que interagem com a radiação solar, bloqueiam a radiação ultravioleta e também garantem a qualidade e durabilidade do produto. O filme agrícola ainda pode ser usado na lateral da estrutura do ambiente protegido, e essa prática pode evitar o estiolamento das plantas e minimizar as doenças causadas por fungos, pois reduz a umidade nos tecidos da planta devido à maior uniformidade de luz dentro do ambiente. Essa forma de utilização é recomendada para regiões de clima quente. Produtividade O tomateiro é uma planta que apresenta boa adaptação a diferentes tipos de ambiente, e com o manejo adequado e a cultivar específica para a região, a produtividade pode chegar a 11 kg por planta no cultivo em campo. Entretanto, no cultivo em estufas agrícolas a produtividade pode aumentar em 50%, isso porque nesse ambiente há maior distribuição da luminosidade, favorecendo a fotossíntese, e mais eficiência da irrigação e adubação, além de evitar doenças e algumas pragas. Em trabalho realizado por Holcman (2009), comparando diferentes tipos de coberturas para ambiente protegido nos seus microclimas e o efeito deles no desenvolvimento, produtividade e qualidade de duas cultivares de tomate cereja, contatou-se que os filmes plásticos difusores e de baixa densidade com anti-UV proporcionaram ganho de produtividade em relação ao cultivo em campo aberto. Entretanto, o uso do filme plástico difusor proporcionou melhores resultados de produção, apresentando incremento de 50% no número de frutos e produtividade em relação ao uso de filmes de baixa densidade com anti-UV. O caminho do sucesso Para ter sucesso na produção utilizando ambiente protegido coberto por filmes agrícolas é necessário ter atenção a alguns fatores de instalação ou de uso que possam influenciar de maneira negativa na produção. A escolha do tipo de filme ideal para o cultivo deve ser realizada com cautela, pois aqueles voltados para regiões diferentes do local de produção tornam o microclima desfavorável e reduzem a produtividade. O horário de instalação do filme ideal para o cultivo é outro aspecto importante, pois, dependendo da temperatura, o filme pode dilatar (temperaturas altas) ou contrair (temperaturas baixas). Caso a instalação seja realizada em horários com níveis críticos de temperatura, pode ocasionar o rasgamento ou pode não ficar bem esticado na estrutura. Em relação ao manejo da cultura, um erro frequente no cultivo em estufas é o adensamento das plantas, o que acaba tornando a planta vulnerável a vários tipos de doenças, pois a incidência de raios solares não atinge toda a planta, e com isso aumenta a umidade em determinados pontos, favorecendo o desenvolvimento de doenças, principalmente fúngicas. Cuidados essenciais filme ideal para o cultivo Na escolha do filme ideal para o cultivo é preciso considerar tanto as exigências da cultura quanto as características climáticas da região. Existem filmes voltados para vários tipos de regiões, como por exemplo, climas tropicais, temperados, entre outros. A vida útil do material também deve ser observada, pois ao longo do tempo de uso o material perde a transmissividade, e deve ser trocado. O tempo de troca varia

Produção suspensa de morango em estufa.
Morango, Estufas, Zanatta

Produção suspensa de morango em estufa.

Produção suspensa de morango em estufa Produção suspensa de morango em estufa A produção suspensa de morango em ambiente protegido representa uma das maiores inovações da horticultura moderna. Esse sistema se consolidou como alternativa eficiente ao cultivo no solo, oferecendo melhor organização das atividades manuais, maior adensamento de plantas, redução significativa de doenças de solo e controle mais preciso da adubação e da irrigação. Benefícios da produção suspensa de morango Os ganhos de produtividade da mão de obra são expressivos na produção suspensa de morango. Enquanto no sistema tradicional no solo um colaborador consegue manejar cerca de 6.000 plantas, nos sistemas suspensos em prateleiras esse número pode chegar a 9.000 mudas, representando um aumento aproximado de 30% na eficiência operacional. A otimização do uso da área também é um dos principais diferenciais. No cultivo em solo, a densidade média é de aproximadamente cinco plantas por metro quadrado. Já na produção suspensa de morango, esse valor pode variar conforme o sistema adotado, sendo comum a utilização de 7,5 plantas por metro quadrado de área cultivada, incluindo os espaços entre estufas. Em sistemas mais tecnificados, é possível alcançar até 12,5 mudas por metro quadrado sem comprometer o desenvolvimento das plantas. Desafios fitossanitários No cultivo convencional em solo, um dos maiores desafios está relacionado às doenças de solo. Em áreas onde se mantém o cultivo por dois anos consecutivos, o índice de mortalidade de mudas pode ultrapassar 50% no segundo ciclo, fator que frequentemente inviabiliza a continuidade da produção. Na produção suspensa de morango, essa mortalidade é significativamente menor, uma vez que o cultivo ocorre em substrato, reduzindo o contato com patógenos do solo. Nesses sistemas, o encerramento do ciclo produtivo ocorre, em geral, pelo envelhecimento natural das mudas. Adaptação ao sistema suspenso A principal adaptação exigida do produtor que migra do sistema convencional para a produção suspensa de morango está relacionada ao manejo da fertirrigação e das soluções nutritivas. Enquanto no solo cada planta dispõe de um grande volume de terra, nos sistemas suspensos o volume de substrato por planta varia entre dois e dez litros. Quanto menor esse volume, menor deve ser o intervalo entre fertirrigações e maior a frequência de irrigação. Além disso, plantas maiores demandam intervalos menores e maior tempo de irrigação. Em sistemas com substrato, variações climáticas podem causar períodos de baixa umidade, exigindo ajustes rápidos no manejo hídrico. Também é comum ocorrer variação no consumo de água entre plantas, o que pode resultar no acúmulo de nutrientes no substrato. Dicas de manejo na produção suspensa de morango O monitoramento constante da condutividade elétrica (CE) é fundamental na produção suspensa de morango, tanto na solução de entrada quanto na drenagem. Valores de CE na drenagem superiores a 1,5 indicam a necessidade de aumentar o tempo de fertirrigação para elevar a porcentagem de drenagem, reduzindo a concentração de sais no substrato. Em períodos chuvosos ou com baixa incidência solar, recomenda-se aumentar o intervalo entre irrigações e reduzir o tempo de aplicação. Vale destacar que, nesse sistema, toda a irrigação deve ser realizada com solução nutritiva equilibrada, ajustada conforme o clima, o estágio fenológico da planta (crescimento, floração e frutificação) e a variedade cultivada. Viabilidade econômica Embora os sistemas suspensos em prateleiras apresentem um custo inicial de implantação mais elevado, o manejo tende a ser mais simples e eficiente ao longo do tempo. A produção suspensa de morango exige aprendizado técnico específico, principalmente relacionado ao cultivo em substrato e à fertirrigação por gotejamento — práticas muitas vezes desconhecidas por produtores tradicionais. Na fase inicial, a falta de conhecimento técnico levou alguns produtores a obterem resultados abaixo do potencial do sistema. No entanto, à medida que o domínio do manejo aumenta, os sistemas suspensos se consolidam como modelos preferenciais de produção, oferecendo maior estabilidade, produtividade e rentabilidade. É importante ressaltar que a capacitação deve ser contínua, pois as tecnologias aplicadas à produção suspensa de morango estão em constante evolução e ainda não atingiram todo o potencial produtivo possível. Fonte: Revista Campo e Negócio Confira outras materias referente a morango em nosso blog. Maior rentabilidade em cultivo de morango em ambiente protegido. 10 benefícios na produção de morango em estufas agrícolas

produção em estufa agrícola
Estufas, Camarão, cannabis, Hortaliças, Morango, Tomate, Zanatta

Produção em estufa agrícola, conhecendo essa vantajosa estrutura

Produção em estufa agrícola: conheça essa estrutura vantajosa. Produção em estufa agrícola: conheça essa estrutura vantajosa A produção em estufa agrícola consiste na utilização de estruturas projetadas para criar um ambiente protegido e controlado para o cultivo de diversas culturas. Essas estufas são cobertas, em sua maioria, por plástico filme transparente, que deve apresentar alta resistência e flexibilidade. O material mais utilizado é o polietileno de baixa densidade (PEBD), amplamente empregado por sua durabilidade e eficiência na transmissão de luz. A estrutura de sustentação das estufas agrícolas pode ser construída em diferentes materiais, como madeira, ferro ou concreto. No entanto, fatores como segurança, resistência e vida útil devem ser considerados. Uma das soluções mais eficientes é o uso de aço galvanizado a fogo, que garante maior durabilidade, podendo alcançar de 10 a 60 anos, dependendo das condições ambientais. Por isso, essa opção é amplamente recomendada para sistemas de produção em estufa agrícola. Inicialmente, as estufas agrícolas eram utilizadas principalmente em regiões de clima frio, com o objetivo de proteger as culturas contra baixas temperaturas. Com o avanço das tecnologias e do manejo agrícola, sua aplicação se expandiu, tornando a produção em estufa agrícola uma alternativa viável e vantajosa em diversas regiões e sistemas produtivos. Principais benefícios da produção em estufa agrícola Produtores que adotam a produção em estufa agrícola dificilmente retornam ao cultivo convencional a céu aberto, devido aos inúmeros benefícios proporcionados por esse sistema. As estufas oferecem proteção contra intempéries climáticas, como frentes frias, excesso de chuvas, granizo, ventos fortes e incidência direta da radiação solar, preservando a integridade e a qualidade das culturas. Outro grande diferencial da produção em estufa agrícola é a possibilidade de realizar colheitas ao longo de todo o ano. O controle da temperatura interna permite um fornecimento contínuo ao mercado, contribuindo para a estabilidade da produção e maior lucratividade ao produtor. A cobertura das estufas também reduz a entrada de pragas, especialmente insetos comuns em cultivos abertos, que podem causar danos às folhas e aos frutos. Com isso, há menor necessidade de intervenções químicas. Além disso, a produção em estufa agrícola acelera o ciclo das plantas devido ao ambiente mais estável e controlado, possibilitando maior número de safras ao longo do ano. O uso mais eficiente de recursos como água, nutrientes e fertilizantes também se destaca como um importante benefício. Modelos de estufas agrícolas As estufas agrícolas não são todas iguais. A evolução do conhecimento técnico permitiu o desenvolvimento de modelos específicos para diferentes tipos de cultivo, otimizando a produção em estufa agrícola conforme a necessidade do produtor. ZannaLeve – Estufa agrícola em arco oblongo, indicada para o cultivo protegido de hortaliças, morango, tomate, pimentão, flores, mudas e pesquisas. ZannaTrel – Estrutura com arco treliçado, permitindo vãos livres de até 10 metros sem colunas internas. MaxiVent – Modelo com ampla abertura superior, proporcionando excelente circulação de ar. Disponível nas versões: MaxiVent Padrão: abertura inclinada de até 1,50 m, indicada para diversas culturas. MaxiVent com cortinas: abertura de até 1,80 m, permitindo maior controle climático. ZannaShadow – Estrutura de telado com cobertura plana e tubos no perímetro, ideal para controle de radiação solar. ZannaVenlo – Estufa com cobertura em duas águas, podendo contar com treliça horizontal que possibilita grandes vãos livres. ZannaAcqua – Estruturas desenvolvidas para tanques circulares de menor dimensão, utilizadas em berçários e raceways, alcançando até 13 metros de diâmetro sem apoio central. Se restou alguma dúvida sobre qual modelo é mais adequado para sua produção em estufa agrícola, entre em contato para obter mais informações e definir a melhor solução para o seu cultivo. Em quais culturas utilizar a produção em estufa agrícola? Atualmente, a produção em estufa agrícola é amplamente utilizada em diferentes segmentos, contribuindo para maior eficiência e segurança produtiva. Entre as principais culturas, destacam-se: Hortaliças – Cultivo de hortaliças em estufas agrícolas Tomate – Principais vantagens do cultivo protegido do tomate Morango – 10 benefícios na produção de morango em estufas agrícolas Mudas de cana-de-açúcar – Uso de estufas na produção de mudas de cana-de-açúcar Mudas de citrus – Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico Cannabis – Produção de cannabis em estufas agrícolas Camarão – Cultivo de camarão longe do mar A produção em estufa agrícola também está diretamente relacionada à rastreabilidade, uma ferramenta essencial para garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos cultivados. Siga-nos em nossas mídias socias: Facebook | Instagram. Por. CampoeNegocio

aquaponia
Cultivos, Estufas, Hortaliças, Zanatta

Boa práticas de aquaponia

Boas práticas na aquaponia Boas práticas na aquaponia A segurança alimentar tem impulsionado a demanda por alimentos de alta qualidade e com procedência controlada. Alinhada a esse cenário, a aquaponia se destaca como um sistema integrado e sustentável, capaz de produzir alimentos saudáveis, rastreáveis e com baixo impacto ambiental. O sistema de aquaponia integra a piscicultura, a carcinicultura e a horticultura, tendo como principal objetivo a reciclagem da água, que pode chegar a até 90%. Esse processo reduz significativamente a geração de efluentes e contribui para a preservação dos recursos naturais. A produção em aquaponia vem crescendo devido ao seu manejo relativamente simples, aliado à busca crescente por alimentos mais naturais e livres de resíduos químicos. Implantação e funcionamento do sistema. Para o funcionamento adequado da aquaponia, são necessários alguns componentes básicos: um tanque para criação dos peixes, que recebem ração específica; um espaço destinado ao cultivo vegetal, normalmente utilizando substratos como argila expandida, brita ou fragmentos de tijolos; e uma área de filtragem responsável pela manutenção da qualidade da água. No cultivo, os peixes liberam dejetos ricos em nutrientes após a alimentação. Esses resíduos são direcionados ao sistema onde estão as hortaliças, cujas raízes entram em contato direto com a água nutritiva. As plantas absorvem os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, atuando como filtros naturais, e devolvem a água tratada ao tanque dos peixes. Esse ciclo fechado evita a eutrofização de corpos d’água e garante maior eficiência no uso dos recursos. Para que o sistema funcione corretamente, é essencial manter uma alimentação adequada dos peixes, respeitando as proporções corretas. O desequilíbrio pode favorecer o surgimento de microrganismos patogênicos. Além disso, a higienização do ambiente é indispensável, devendo ser realizada com solução de hipoclorito de sódio e posterior enxágue com água potável sempre que houver retirada dos peixes. Fitossanidade De acordo com o Manual de Boas Práticas da Symbiotec e da Embrapa (2017), no controle de pragas em sistemas, recomenda-se priorizar o uso de inimigos naturais, como predadores, parasitoides e entomopatógenos. Como o uso de soluções nutritivas é limitado a suplementações pontuais, a aplicação de pesticidas e fungicidas químicos não é recomendada no sistema de aquaponia. Dessa forma, métodos alternativos, como controle biológico, radiação ultravioleta, ultrafiltração, adição de silicato de potássio e ozônio, devem ser adotados, além das práticas do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Culturas beneficiadas Diversas culturas apresentam excelente desempenho no cultivo em aquaponia, especialmente as hortaliças folhosas. Entre as principais espécies destacam-se alface, manjericão, repolho chinês, pimentão, melão, quiabo, tomate, feijão, taioba, agrião, inhame, ervilha, morango, nabo, cenoura e batata-doce. Em relação às espécies aquícolas, a produção em aquaponia pode utilizar peixes como tilápia, bagre, lambari e paco, além de crustáceos, como o camarão. Por onde começar? A implantação de um sistema de aquaponia deve iniciar com um planejamento detalhado, considerando a localização, os equipamentos, as espécies de peixes e vegetais a serem cultivados. Para produtores iniciantes, é altamente recomendável buscar orientação técnica especializada. O projeto deve ser instalado em local arejado, limpo e livre de patógenos, podendo apresentar leve inclinação de até 3%, já que muitos sistemas operam por gravidade. Equipamentos reutilizados podem ser empregados, como bombonas descartadas para camas de cultivo, desde que passem por rigorosa higienização. O sistema pode ser implantado em camas de cultivo, calhas semelhantes à hidroponia ou sistemas de cultivo flutuante, sendo a escolha definida conforme os objetivos do produtor. Produtividade na aquaponia Inicialmente foi aplicada principalmente na agricultura familiar e em pequena escala. No entanto, com a disseminação do conhecimento técnico, o sistema passou a ser adotado também em produções comerciais de maior porte. Devido ao seu caráter sustentável e à crescente valorização de alimentos produzidos de forma responsável, a demanda por produtos oriundos da produção tem aumentado de forma consistente. Direto ao alvo: erros comuns na aquaponia Grande parte dos problemas observados decorre do amadorismo. Erros frequentes incluem a escolha inadequada do local, uso de equipamentos contaminados, alimentação incorreta dos peixes, uso de ração inadequada ou em quantidades erradas. Outros fatores críticos são o controle do pH, níveis elevados de amônia, baixa oxigenação da água, acúmulo de dejetos, entupimento de canais e escolha inadequada de bombas com alto consumo energético. A aquaponia é um sistema que busca equilíbrio entre a produção de peixes e vegetais, sendo essencial o monitoramento constante de todas as etapas. Com planejamento adequado e acompanhamento técnico, esses erros podem ser evitados, garantindo eficiência, produtividade e sustentabilidade ao sistema. Autores:Maria Idaline Pessoa Cavalcanti – Engenheira Agrônoma, doutoranda em Ciência do Solo (UFPB)José Celson Braga Fernandes – Engenheiro Agrônomo, doutorando em Biocombustíveis (UFU/UFVJM). Confira também: Hidroponia pode aumentar a produtividade em até 50% Estufas agrícolas, condições favoráveis para cultivos diversos. 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cultivo de camarão
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Criação de camarão em estufas, valor agregado garantido.

Criação de camarão em estufas, valor agregado garantido Criação de camarão em estufas: valor agregado e segurança produtiva A criação de camarão em estufas vem se consolidando como uma alternativa altamente rentável e segura para os produtores aquícolas. Uma das principais inovações desse modelo produtivo é o uso do sistema de bioflocos, caracterizado por um cultivo intensivo em ambiente protegido, dentro de estufas agrícolas. Atualmente, a produção de camarão em cativeiro é responsável por aproximadamente 90 mil toneladas anuais, enquanto a pesca extrativa representa cerca de 10 mil toneladas. A produção de camarão em estufas permite significativa economia de água e pode reduzir os custos de produção em até 30%, tornando o sistema mais sustentável e competitivo. A técnica de criação de camarão em estufas O uso de estufas na criação de camarão é relativamente recente no Brasil. Seu desenvolvimento ganhou força com a chegada do vírus da mancha branca, que obrigou os produtores a adotarem novas estratégias produtivas, como o encurtamento dos ciclos extensivos e o uso de berçários e raceways. Paralelamente, o cultivo em bioflocos aliado ao uso de estufas durante todo o ciclo produtivo passou a ser adotado. O controle ambiental proporcionado pelas estufas trouxe maior segurança ao produtor, permitindo maior adensamento, redução da área utilizada, economia de água, atendimento às exigências ambientais e regularidade no fornecimento ao longo do ano. Com o tempo, a criação de camarão em estufas se consolidou e hoje já é realidade na maioria das fazendas produtoras do país. Aceitação do sistema de cultivo em estufas Com a crescente necessidade de cobertura de berçários, raceways e viveiros, empresas especializadas passaram a desenvolver projetos específicos para a criação de camarão em estufas. A Zanatta, tradicional fornecedora de estufas agrícolas no Brasil, foi uma das pioneiras nesse segmento. A adaptação exigiu o desenvolvimento de estruturas diferentes daquelas usadas em outros nichos agrícolas, levando a empresa a trabalhar em conjunto com os produtores para compreender suas necessidades e criar soluções específicas. Como resultado, foram desenvolvidas estufas circulares e retangulares, adequadas para diferentes tamanhos de berçários, raceways e viveiros de engorda. Benefícios da criação de camarão em estufas A principal vantagem da criação de camarão em estufas é a segurança produtiva. O controle ambiental proporciona maior previsibilidade dos resultados, permitindo a produção de camarões maiores, com melhor valor de mercado. Além disso, o produtor deixa de ficar refém de vendas emergenciais, comuns em sistemas tradicionais, reduzindo a pressão de compradores e melhorando o poder de negociação. Outro benefício importante é o aumento da produtividade. O uso de berçários e raceways cobertos reduz o tempo de permanência dos camarões em viveiros abertos, aumenta o índice de sobrevivência e possibilita mais ciclos produtivos ao ano. Em sistemas intensivos, já se registram densidades de até 600 a 700 animais por metro quadrado, valores dezenas de vezes superiores aos sistemas extensivos. Como consequência, a produção de camarão em estufas reduz significativamente o volume de efluentes, trazendo ganhos ambientais relevantes. Além disso, o sistema permite a criação de camarão em regiões mais frias, aproximando a produção do mercado consumidor e garantindo um produto mais fresco e de maior qualidade. O desenvolvimento dos projetos de estufas Os projetos voltados à criação de camarão em estufas ainda estão em constante evolução. Inicialmente, foi necessário realizar benchmarking em outros países e adaptar as experiências à realidade climática brasileira. Questões como tipo de plástico, nível de transmissão de luz, controle térmico da água e diferenças entre cultivos em água doce e salobra foram sendo respondidas de forma empírica ao longo do tempo. Atualmente, a técnica está em estágio avançado, mas ainda apresenta potencial para melhorias contínuas. Investimento e retorno na criação de camarão em estufas Embora a criação de camarão em estufas exija investimento inicial, principalmente na infraestrutura, a segurança da produção garante o retorno financeiro. Muitas dessas estruturas podem ser financiadas com prazos de até 10 anos, enquanto sua vida útil supera esse período. O camarão possui ciclo curto, o que proporciona entradas de caixa frequentes e maior previsibilidade financeira ao produtor. Sistema de produção: caso de sucesso Um exemplo bem-sucedido de criação de camarão em estufas é a Expopesca Aquicultura, localizada em Cascavel (CE). A área produtiva conta com viveiros berçários, viveiros de engorda, bacias de recirculação e tratamento de água, utilizando sistemas semi-intensivos e superintensivos. O manejo inclui monitoramento diário de parâmetros físico-químicos da água, controle biológico de algas e bactérias, além de protocolos rigorosos de sanidade e desempenho zootécnico. A produtividade média alcança cerca de 4,0 t/ha/ciclo no sistema semi-intensivo e 20 t/ha/ciclo no sistema superintensivo, com fator de conversão alimentar próximo de 1,5:1. Espécie cultivada A espécie mais utilizada na criação de camarão em estufas é o Litopenaeus vannamei, reconhecida por sua rusticidade, rápido ganho de peso e alta adaptação a diferentes sistemas de cultivo, além de menor exigência de proteína animal na dieta. Incrementos tecnológicos e controle ambiental Os sistemas utilizam aeradores mecânicos e tanques revestidos com geomembrana de PEAD, facilitando a remoção de matéria orgânica e a desinfecção entre ciclos. Nos sistemas superintensivos, os viveiros são cobertos por estufas agrícolas com filme plástico, garantindo temperatura da água acima de 29 °C e baixa variação térmica fator essencial para altas densidades de estocagem e para a prevenção de doenças como o vírus da mancha branca. Comercialização e sucesso do sistema A comercialização segue o padrão do mercado de camarão fresco, com venda antecipada e transporte refrigerado para mercados atacadistas e indústrias do Sul e Sudeste do país. O sucesso da criação de camarão em estufas depende do equilíbrio entre genética, nutrição e manejo, além de controle rigoroso de todos os processos produtivos. Autores:Volnei Lanfredi – Diretor Operacional da Zanatta Estufas AgrícolasDiego Maia Rocha – Biólogo e sócio-diretor da SynbiAqua Cultivos Aquáticos Ltda Fonte: Revista Campo e Negócio 👉 Conheça os 10 maiores benefícios da criação de camarão em estufas!

Produção de mudas de Citrus
Estufas, Florestal e mudas, Plantas, Zanatta

Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico

Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico A produção de mudas de citrus em sistema hidropônico tem se destacado como uma alternativa moderna, eficiente e sustentável para a citricultura. O termo hidroponia tem origem em duas palavras gregas: hydro, que significa água, e ponos, que significa trabalho. Assim, o sistema hidropônico baseia-se no cultivo de plantas sem o uso do solo, utilizando uma solução nutritiva balanceada para suprir todas as necessidades nutricionais das mudas. É importante destacar que plantas cultivadas hidroponicamente e plantas cultivadas em solo não apresentam diferenças fisiológicas significativas. Isso ocorre porque a absorção de nutrientes acontece da mesma forma em ambos os sistemas: os nutrientes são absorvidos na forma de íons dissolvidos em solução. Para garantir o sucesso na produção de mudas de citrus, é fundamental realizar estudos que determinem a composição ideal da solução nutritiva. Esses estudos devem considerar fatores como a concentração dos nutrientes, o sistema hidropônico adotado, as condições ambientais, a idade das plantas e a espécie cultivada. Pesquisas, como as realizadas por Oliveira (2006), demonstram resultados positivos no cultivo hidropônico de citros. Dessa forma, o aprimoramento de técnicas que possibilitem o uso racional de recursos e a formação acelerada de mudas representa uma excelente oportunidade técnica e econômica para os produtores. Mudas de citrus em hidroponia A produção de mudas de citrus por meio da hidroponia favorece a obtenção de plantas com elevada qualidade genética e sanitária. Além disso, reduz significativamente o tempo de produção, permitindo maior controle das condições nutricionais e fitossanitárias. Nesse sistema, as mudas são cultivadas em sacolas ou tubetes, posicionados de forma que o sistema radicular fique em contato direto com a solução nutritiva. Esse método reduz drasticamente a incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, uma vez que o cultivo ocorre em ambiente estéril, livre de solo. Cuidados no plantio hidropônico A produção de mudas de citrus em sistema hidropônico exige atenção constante ao manejo. Entre os principais cuidados, destacam-se: controle da temperatura do ambiente, reduzindo a incidência de doenças; manutenção da qualidade da água utilizada na solução nutritiva; monitoramento da condutividade elétrica; controle do pH dentro da faixa ideal para citros; higienização rigorosa dos tanques, dutos e equipamentos; controle do acesso de pessoas às áreas de cultivo. Essas práticas garantem que a hidroponia seja uma atividade eficiente, rentável e altamente produtiva. Principais vantagens da produção de mudas de citrus em hidroponia A produção de mudas de citrus em sistema hidropônico apresenta vantagens significativas quando comparada aos métodos convencionais, entre elas: maior proteção contra fitopatógenos, especialmente em cultivo protegido; trabalho realizado em bancadas, tornando as operações mais limpas e ergonômicas; redução no uso de defensivos agrícolas; uso racional da água, com menor consumo; retorno do investimento em menor prazo após a implantação; diminuição do uso de insumos; melhor aproveitamento do espaço; possibilidade de produção e condução das mudas fora de época. Desvantagens do sistema Apesar das inúmeras vantagens, a produção de mudas de citrus por hidroponia apresenta como principal desvantagem o alto custo inicial de implantação. Esse custo envolve a construção de estufas agrícolas, aquisição de bancadas, sistemas hidráulicos e elétricos, bombas, além de possíveis geradores de energia. Outro ponto crítico é que qualquer falha de projeto ou manutenção pode comprometer toda a produção, uma vez que o sistema depende do funcionamento contínuo de seus componentes. Por isso, a manutenção preventiva é indispensável. Funcionamento do sistema hidropônico O sistema hidropônico utilizado na produção de mudas de citrus é semelhante aos sistemas convencionais no que diz respeito ao uso de bombas, encanamentos e registros. A principal diferença está na estrutura de suporte dos tubetes ou sacolas, que devem permanecer corretamente posicionados e parcialmente imersos na solução nutritiva. Os sistemas hidropônicos podem ser classificados em: sistemas dinâmicos ou abertos, com circulação contínua da solução nutritiva; sistemas estáticos, sem circulação, que exigem maior frequência de limpeza e manutenção. Entre os sistemas dinâmicos, destaca-se o NFT (Nutrient Film Technique), que funciona por meio de um reservatório de solução nutritiva, canais de cultivo, bomba de recirculação e retorno da solução ao tanque principal. Produtividade A produção de mudas de citrus em sistema hidropônico apresenta produtividade superior aos métodos tradicionais. As mudas se desenvolvem em um ambiente altamente controlado, com menor incidência de pragas e doenças e nutrição constantemente equilibrada. Como resultado, as mudas são mais vigorosas, uniformes e apresentam melhor desempenho após o plantio definitivo. Além disso, o sistema permite uma otimização do espaço de cultivo, possibilitando a produção de até seis vezes mais mudas por metro quadrado na fase de repicagem e até o dobro na fase de terminação do porta-enxerto. Outro diferencial importante é a redução do tempo de produção: o período da semeadura até a muda estar pronta para o plantio pode ser reduzido em aproximadamente 130 dias, o que representa cerca de quatro meses a menos em relação ao sistema convencional. Escrito por: Revista Campo e Negócio Siga-nos em nossas mídias socias: Facebook | Instagram. Confira também: Importância da estufa para florestais e mudas Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico | Produção de mudas de Citrus em sistema hidropônico

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Estufa agrícola, condições favoráveis para cultivos diversos.

Estufa agrícola, condições favoráveis para cultivos diversos. Estufa agrícola, condições favoráveis para cultivos diversos. A estufa agrícola foi introduzida no Brasil nos anos 1980 pela Petroquímica Triunfo, com a intensão de difundir o uso do filme de polietileno de baixa densidade aditivado anti-UV. Esse filme tinha como principal qualidade a durabilidade, quando exposto ao sol. O aditivo permitia que ficasse exposto durante períodos de até quatro anos, desde que não houvesse outros danos físicos. O modelo de estufa inicial proposto para difusão do plástico foi construído com madeira, em sua maioria com toras de eucalipto, e com alguns caibros e ripas para fixação do filme plástico. A construção era simples e rústica, tendo sido bastante difundida pelos vários órgãos de extensão rural, especialmente na região sul do Brasil. Pretensões Com esses conhecimentos houve intensão de não chamar as estruturas de estufas, visto que o chamado ‘efeito estufa’ não ocorria, pois a cobertura de plástico é transparente em mais de 90% e a radiação de onda é longa (radiação que aquece o ar). Outras nomenclaturas foram tentadas, como ‘ambiente protegido’, porém, o nome estufa plástica se manteve forte e é utilizado até hoje. Apesar de não ter obtido sucesso com a redução do frio interno, muitos locais de pesquisa e produção verificaram que outras qualidades e benefícios a estrutura proporcionava, como redução de danos pelo vento, chuva ou granizo, aumento da taxa de crescimento vegetal (área foliar e altura de planta), características de sabor beneficiadas, além de outras vantagens. A evolução das estruturas Com o maior conhecimento dos benefícios, as recomendações de uso de estufas foram mudando, como por exemplo, a recomendação para a produção de tomates durante o período de maior preço de mercado que não era possível durante os períodos mais frios no Sul do Brasil. Verificou-se que o maior valor se encontrava em dois períodos. Para produção nessas épocas, o cultivo dentro das estufas facilitava atingir altas produtividades com duas épocas de cultivo. A dificuldade de produzir nessas épocas era devido a temperaturas baixas no Sul e temperaturas elevadas e com chuvas no Centro do Brasil. Outra característica favorável às estufas foi o cultivo de folhosas e de algumas espécies de hortaliças com ciclo mais longo, como pimentões coloridos e morango, e espécies de fruteiras suscetíveis a doenças, como framboesa e outras que não apresentavam qualidade adequada. Resultados de pesquisas Com as observações colhidas em vários locais do Brasil, salientou-se outros benefícios do uso de estufas para cultivo, além dos inicialmente propostos. O uso de estufas se difundiu em todo o nosso País e em quase todos os cultivos, devido aos benefícios alcançados pelos produtores. No Norte como protetor de chuvas, no Nordeste como redutor de radiação e ventos, no Centro como um protetor de condições adversas na produção de hortaliças, bem como no uso de produção fora do solo (vários tipos de hidroponia), como elemento isolante da precipitação nesses sistemas. Alguns trabalhos de pesquisa concluíram que a maior umidade relativa do ar, menor radiação solar e menor demanda atmosférica melhoram as condições hídricas da planta mostradas pelo maior potencial de água em seus tecidos, refletindo em maior área foliar e maior condutância estomática, características relacionadas às plantas de sombra, como aumento da vida útil das folhas em sua capacidade fotossintética. Benefícios garantidos Todas as características apresentadas demonstram que existe uma grande proteção da estufa sobre as plantas, determinando uma maior resistência a patógenos, o que, por sua vez, determina uma redução no potencial de infecção de várias doenças, facilitando o cultivo de várias culturas, inclusive a redução ou eliminação de agrotóxicos. O cultivo em estufas facilita o manejo das plantas, visando o controle de doenças, o que também permite ou amplia o uso de produtos alternativos não tóxicos ou de menor toxicidade para manejo de doenças. Esse benefício do uso de estufas talvez seja o maior dentre as várias facilidades proporcionadas pelo seu uso. Algumas culturas, como o morangueiro, que já não eram mais cultivadas em algumas regiões tradicionais do Sul do Brasil, foram modificadas com a possibilidade de cultivo fora do solo em ambientes protegidos, com estufas permitindo que a produção voltasse a ser tão ou mais importante. O cultivo orgânico Apesar de algumas normativas da produção orgânica ou natural não recomendarem o uso de plásticos, verificou-se que o cultivo orgânico cresceu com os benefícios das estufas, principalmente no controle de patógenos. Nem todas as doenças e pragas são eliminadas, porém, várias técnicas e acessórios indicados para uso nas estufas facilitam o controle dessas pragas, como ventilação forçada, uso de tela contra insetos indesejáveis, controle de irrigação, uso de cultivo em substratos artificiais, irrigação localizada, sombreamento e outros, com uso de automação de variáveis climáticas. O manejo de estufas pode ser desde o mais simples, com recomendações de evitar o molhamento das plantas e ventilar ao máximo, até manejos mais sofisticados em ambientes automatizados, controlando temperaturas, umidade relativa, CO 2, radiação solar ou complementação luminosa, etc. 5 dicas na escolha da estufa ideal Siga-nos em nossas mídias socias: Facebook | Instagram. estufa agrícola | estufa agrícola estufa agrícola | estufa agrícola

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Produção de cannabis em estufas agrícolas

Produção de cannabis em estufas agrícolas Produção de cannabis em estufas agrícolas A Cannabis sativa é uma planta que historicamente gera debates quando o assunto envolve seus benefícios e possíveis malefícios. No entanto, à medida que as pesquisas científicas avançam, cresce também o reconhecimento dos efeitos positivos da cannabis, especialmente no contexto medicinal. Diversos estudos comprovam que a cannabis e seus derivados possuem propriedades terapêuticas importantes, auxiliando no tratamento de dores crônicas, insônia, náuseas, perda de apetite e efeitos colaterais de terapias agressivas, como a quimioterapia. Por esse motivo, a cannabis medicinal vem ganhando espaço em diferentes países. Cannabis medicinal e legislação No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou, em 2019, o uso de produtos à base de cannabis para fins medicinais. Entre os principais compostos utilizados estão o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol). Apesar dessa regulamentação permitir a importação e comercialização de produtos derivados, o cultivo em território nacional ainda é proibido, salvo por decisões judiciais específicas. Por esse motivo, a produção de cannabis ocorre principalmente em países onde o cultivo é autorizado. Cultivo de ao redor do mundo Em países como o Uruguai, Canadá e algumas regiões dos Estados Unidos e da Europa, o cultivo de cannabis é legalizado e regulamentado. Nessas localidades, produtores buscam constantemente técnicas que aumentem a produtividade, a qualidade e a previsibilidade das colheitas. O cultivo em campo aberto, apesar de mais barato, apresenta diversas limitações. A planta fica vulnerável às condições climáticas, pragas, doenças e variações de temperatura e umidade, fatores que impactam diretamente a produtividade e a padronização do produto final. Por que investir em estufas agrícolas? É nesse cenário que o cultivo de cannabis em estufas agrícolas se destaca como uma solução altamente eficiente. As estufas agrícolas permitem criar um ambiente controlado, reduzindo riscos e aumentando o desempenho da planta. O uso de estufas agrícolas possibilita controlar fatores essenciais como: Temperatura Umidade relativa do ar Incidência solar Ventilação Fotoperíodo Esse nível de controle garante plantas mais saudáveis, ciclos mais curtos e maior previsibilidade de produção. Cultivo protegido x cultivo indoor O cultivo indoor de cannabis, muito comum em pequenas produções, depende exclusivamente de iluminação artificial, geralmente com lâmpadas de sódio de alta pressão ou LEDs. Embora eficiente, esse sistema possui custos elevados com energia elétrica e refrigeração. Já o cultivo em estufas agrícolas combina o melhor dos dois mundos: aproveita a luz solar natural e permite complementação com iluminação artificial quando necessário. Isso resulta em maior eficiência energética e melhor desenvolvimento das plantas. Benefícios do cultivo em estufas agrícolas Entre os principais benefícios, destacam-se: Possibilidade de mais de uma colheita por ano. Redução de perdas causadas por clima extremo Maior controle fitossanitário Padronização da produção Aumento da produtividade por metro quadrado Melhor qualidade dos florescimentos Além disso, o cultivo protegido permite adaptar a produção a diferentes regiões climáticas, respeitando sempre a legislação local. Controle ambiental no cultivo As estufas agrícolas possibilitam o uso de sistemas avançados de controle climático. No cultivo em estufas agrícolas, é comum a integração de tecnologias como: Sistemas de aquecimento Refrigeração evaporativa Ventilação forçada Controle de umidade Sistemas de blackout para controle do fotoperíodo Esses recursos são fundamentais para induzir corretamente as fases vegetativa e de floração da cannabis, garantindo maior eficiência produtiva. Estufas agrícolas Para atender às demandas específicas do cultivo de cannabis em estufas agrícolas, é essencial escolher estruturas adequadas. As estufas devem oferecer resistência, durabilidade e flexibilidade para instalação de sistemas tecnológicos. A Zanatta Estufas Agrícolas desenvolve modelos específicos que podem ser utilizados no cultivo de cannabis, entre eles: ZannaLeve ZannaTrel MaxiVent ZannaShadow Cada modelo atende a diferentes necessidades de cultivo, desde pequenos projetos até produções em larga escala. Sistemas complementares  Além da estrutura da estufa, o cultivo de cannabis exige sistemas complementares para maximizar os resultados. Entre eles estão: Sistemas de aquecimento Sistemas de refrigeração Iluminação complementar Sistemas de escurecimento (blackout) Automação climática Esses recursos permitem um controle preciso do ambiente, fator decisivo para o sucesso do cultivo de cannabis em estufas agrícolas. Produção com mais segurança e qualidade A utilização de estufas agrícolas reduz significativamente os riscos associados ao cultivo, oferecendo maior segurança ao produtor. É possível planejar melhor a produção, reduzir desperdícios e atender padrões rigorosos de qualidade exigidos pelo mercado medicinal. Esse modelo de produção também favorece a rastreabilidade, algo cada vez mais importante para mercados regulamentados. Conclusão O cultivo de cannabis em estufas agrícolas representa uma evolução tecnológica no setor agrícola, unindo sustentabilidade, eficiência e alta produtividade. Em países onde o cultivo é legalizado, essa prática já se consolidou como um dos métodos mais eficientes para a produção de cannabis medicinal. Com o avanço das pesquisas e da regulamentação, a tendência é que o cultivo protegido de cannabis continue crescendo, impulsionado pela busca por qualidade, controle e segurança produtiva Estufas da Zanatta Estufas Para o cultivo de Cannabis em sistemas protegidos, podem ser utilizados quatro diferentes categorias de estufas Zanatta, sendo elas a ZannaLeve, ZannaTrel, MaxiVent, ZannaShadow, além dos sistemas de controle de clima como: Aquecimento, Refrigeração, Iluminação e sistema Black-out de Escurecimento. Clique para conhecê-los e saber mais sobre suas vantagens e especificidades. Para dúvidas e orçamento entre em contato conosco. Clique aqui e veja o depoimento do Ivan e Pablo da empresa Vira-vira